Os desafios do setor para distribuição de medicamentos no Brasil são vários.

Por isso, é importante entender as boas práticas de distribuição de medicamentos para conseguir se destacar da concorrência.

Para cumprir as exigências de uma legislação rígida, a transportadora precisa estar em dia com as licenças, para fazer esse modelo de serviço, seguindo o protocolo de qualidade exigido pela Lei e pelo mercado.

Confira a seguir 5 boas práticas de distribuição de medicamentos, para você colocar em ação na sua transportadora, garantindo mais eficiência e segurança na sua operação. Boa leitura!

Quem pode fazer a distribuição de medicamentos no Brasil

Para conseguir operar no setor de distribuição de medicamentos, a transportadora precisa ter algumas autorizações e certificados, como:

Autorização de funcionamento da empresa

A Autorização de Funcionamento da Empresa (AFE), é emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ou pela autoridade sanitária do estado, ou município.

A licença autoriza a transportadora, para fazer o transporte de medicamentos comuns, os que não possuem substâncias de controle especial.

Nesse caso, se possuir esses elementos, será necessário solicitar a Autorização Especial de Funcionamento (AE).

Alvará ou licença sanitária para distribuição de medicamentos

Essa licença deve ser emitida pela autoridade sanitária do município. Dessa forma, será feita uma inspeção e, logo depois, emitido o alvará. Além disso, deve ser solicitado um alvará para cada veículo da frota.

Certificado de regularidade técnica (CRT)

Esse certificado deve ser emitido pelo Conselho Regional da classe, em que o profissional técnico responsável pela empresa é registrado.

A maioria dos estados brasileiros, exigem que o profissional seja da área farmacêutica, para operações que envolvam transporte de medicamentos.

Ainda assim, esse especialista deverá ser cadastrado no Conselho Regional de Farmácia (CRF).

Seguindo essas documentações e licenças, a sua transportadora precisa cumprir as regras e normas de boas práticas estabelecidas por Lei, para garantir a qualidade do produto na entrega ao cliente final.

Panorama de acidentes e roubos no segmento de fármaco

Cinco boas práticas de distribuição de medicamentos

Como agir em casos de roubos, furtos ou extravios?

Nesses casos, será necessário comunicar a ocorrência, imediata e obrigatoriamente, para a Anvisa.

Para manter a qualidade na distribuição de medicamentos, separamos boas práticas para você colocar em ação na sua transportadora.

Continue lendo para saber mais!

1. Armazenagem e condicionamento

Existem algumas normas, como a RDC 430, que revoga a RDC 360/2020 e a RDC 304, elas possuem diretrizes para a distribuição, armazenagem e transporte de medicamentos.

Seus principais pontos são:

  • obrigatoriedade de monitoramento de temperatura e umidade para trajetos acima de 8 horas. Para medicamentos termolábeis o controle é obrigatório, mas sem especificidades.
  • Atenção às embalagens dos medicamentos, que devem ser acompanhadas por uma qualificação condizente com o prazo e com as condições do transporte utilizado.

Por último, o espaço de armazenamento de medicamentos deve ser adequado, longe de ambientes contamináveis, bem como, deve ser manuseado apropriadamente por profissionais treinados.

É importante investir no treinamento da equipe, essa ação pode garantir a qualidade do seu serviço e a integridade da carga na operação.

2. Uso de licenças de autorização do serviço

Como já citado anteriormente, existe um número de licenças e autorizações necessárias para operar na distribuição de medicamentos no Brasil.

É essencial manter a documentação atualizada, para evitar problemas com o funcionamento da transportadora, e colocar em risco a saúde do seu negócio.

3. Controle e monitoramento de temperatura

O controle de temperatura deve ser seguido conforme a indicação do fabricante, além das normas já abordadas.

Medicamentos são produtos sensíveis à temperatura e, uma vez consumidos fora do prazo de validade, podem gerar danos à vida humana.

Portanto, o serviço de transporte de remédios precisa ser feito com responsabilidade, seguindo as normas restritas e com condições que permitam a segurança até o destino.

Como exemplo, vê-se o transporte de medicamentos refrigerados, a faixa de temperatura ideal é de +2 °C a +8 °C, já os congelados devem ser mantidos entre -20 °C e -10 °C.

Esse controle de temperatura é feito através de um equipamento instalado no caminhão da frota, acompanhado por sistemas de monitoramento e rastreamento de carga em tempo real.

4. Controle de transporte destinado à distribuição de medicamentos

Entrando também para as boas práticas de distribuição de medicamentos, a integração de sistemas para controle de transporte se mostra eficiente e essencial, pois possibilita enxergar toda a sua operação, coletando dados importantes para a sua equipe tomar decisões estratégicas e assertivas, visando otimizar processos.

Além disso, com o controle de transporte, você conseguirá monitorar e rastrear a carga em tempo real, utilizando sistemas que auxiliam na recuperação de carga em caso de roubo ou furto.

Esses sistemas ajudam no gerenciamento de riscos da operação, planejando a melhor rota a ser seguida, melhores horários para operar, itinerário dos motoristas para descanso, entre outros fatores que colaboram para aumentar a segurança na operação.

5. Uso do Manual de Boas Práticas em Transporte e o Procedimento Operacional Padrão (POP)

Está localizado no manual de boas práticas de transporte, que a empresa deve detalhar todos os processos logísticos de transporte segundo as normas exigidas pelos órgãos fiscalizadores.

Da mesma forma, deve constar nesse documento, os objetivos da empresa a curto, médio e longo prazo.

Em suma, o manual ajuda a empresa a organizar o seu fluxo de processos, projetando a qualidade no serviço, produtividade e eficiência.

Deve conter, no manual, as seguintes observações:

  • normas higiênico-sanitárias;
  • manutenção e higienização das instalações, equipamentos e utensílios;
  • controle de água;
  • dedetização;
  • treinamento de pessoal;
  • rastreabilidade;
  • saúde dos manipuladores;
  • controle de qualidade;
  • sistema securitário.

Lembrando que, o manual de boas práticas em transporte, é um documento exigido pela ANVISA.

O procedimento operacional padrão (POP), deve conter instruções sequenciais das operações e a frequência de execução, assim como, informações sobre os profissionais responsáveis pelas atividades. Ele abrange os seguintes pontos:

  • nome do procedimento;
  • responsável por sua elaboração;
  • área ou local de aplicação;
  • responsáveis pela tarefa de acordo com cargo e função;
  • lista de materiais envolvidos;
  • descrição das siglas;
  • documentação de referência;
  • passo a passo do procedimento;
  • perspectivas.

Ambos os documentos são necessários, para garantir a eficiência operacional, elevando a produtividade e evitando desperdícios de recursos.

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