Como países de 1º mundo alcançam custos logísticos competitivos: confira 3 insights para aplicar hoje mesmo!

Resumo

Responsáveis por derrubar a competitividade brasileira no exterior, os custos logísticos precisam ser bem controlados. Saiba como alcançar níveis mundiais com três insights valiosos.
Se quiser, pule para a parte do seu interesse:

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A falta de investimentos em infraestrutura, somada à alta carga tributária, ao excesso de burocracia e à dependência dos transportes pelo modal rodoviário, joga os custos logísticos brasileiros nas alturas.

Não é à toa que em comparação com nações desenvolvidas o Brasil ainda tenha uma longa jornada a percorrer para melhorar sua performance nas operações logísticas. Mas, afinal, o que faz com que países de primeiro mundo alcancem custos logísticos mais competitivos?

Uso de tecnologias para gestão logística, integração de sistemas, otimização de processos, gerenciamento das entregas, ampliação do transporte intermodal e maior visibilidade operacional são fatores que podem contribuir para otimizar os custos.

No artigo de hoje, vamos entender como alguns países conseguem tornar seus custos logísticos competitivos e conferir três insights para que os altos custos na logística de transporte não derrubem a competitividade brasileira.

Desafios para alcançar custos logísticos competitivos

Todas as despesas envolvidas na movimentação de matéria-prima, mercadorias e cargas relacionadas a um negócio podem ser consideradas custos logísticos. No Brasil, esses valores chegam a 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, giram em torno de 8,7%.

Segundo análises divulgadas pelo Banco Mundial, os gargalos logísticos brasileiros são responsáveis por elevar em 7% o custo dos produtos exportados. E isso não traz vantagens à economia nacional. Pelo contrário, esses números são um balde de água fria na competividade em relação a outros países.

Com tantos desafios que elevam os custos logísticos, o Brasil não consegue melhorar a produtividade, aumentar a eficiência ou elevar o desempenho no setor de transportes, tornando as operações menos competitivas.

O exemplo internacional revela que parte dos problemas brasileiros está na concentração do modal rodoviário – que carece de investimentos em infraestrutura e segurança – e na falta de um sistema de gestão integrado entre os diferentes modais.

Enquanto aqui o transporte rodoviário é responsável pelo escoamento da maioria das cargas e pelo encarecimento dos serviços, em nações onde outros modais são priorizados e os caminhões transportam menos de 30% das mercadorias (como Austrália, Estados Unidos e China, por exemplo) os custos logísticos tendem a cair.

Investimento em infraestrutura e operação logística integrada

De acordo com o estudo Panoramas Setoriais 2030 – Logística, os custos logísticos no Brasil são elevados, basicamente, por causa do modal rodoviário no transporte de cargas em longas distâncias, pela falta de qualidade na infraestrutura e pelas dificuldades de integração racional do fluxo logístico, gerando estoques indesejáveis.

Ainda segundo o relatório, o tratamento do problema passa pela maior disponibilidade de infraestrutura competitiva (de transporte e de armazenagem) e pela disponibilidade de uma operação logística produtiva e integrada, com baixo nível de estoques e que se utilize, em geral, de um sistema responsável pelo gerenciamento de todo o fluxo da cadeia de suprimentos.

Para evitar que os custos logísticos afetem a competividade da economia brasileira, mantê-los sob controle é fundamental para a gestão de qualquer negócio, independentemente do porte. Neste sentido, reduzir custos torna-se uma prioridade para os gestores de logística, em função da importância que o assunto tem no quesito competitividade.

Como aprendizado é importante analisar o que os exemplos externos podem ensinar. Entender os diferenciais de outras nações na obtenção de custos logísticos mais competitivos que os brasileiros é um bom começo.

Parâmetros mundiais

Publicado regularmente pelo Banco Mundial, o LPI – Logistic Performance Index aponta o nível de eficiência na movimentação internacional de cargas. O índice de desempenho do setor logístico analisa 160 países com base na média ponderada de seis indicadores-chave: uma boa alternativa para compreender como os custos logísticos afetam a competitividade da economia brasileira.

No LPI 2018 (https://lpi.worldbank.org/international/global), último levantamento divulgado, o Brasil ocupava a 56ª posição, atrás de nações como Coreia, África do Sul, Vietnã e Arábia Saudita. No topo do ranking estão Alemanha, Suécia, Bélgica, Áustria e Japão. Os Estados Unidos aparecem em 14º na lista.

Os seis indicadores analisados no LPI são:

  1. Eficiência no processo de desembaraço e controle das fronteiras/alfândega.
  2. Qualidade do comércio e infraestrutura relacionada ao transporte (portos, ferrovias, estradas, tecnologia da informação).
  3. Competência e qualidade dos serviços logísticos (operadores de transporte, agentes de carga, despachantes).
  4. Facilidade para contratar o transporte com preços competitivos.
  5. Capacidade de rastreabilidade da carga.
  6. Integridade de Schedule (cumprimento dos prazos e entrega).

3 insights para alcançar custos logísticos competitivos no Brasil

Os desafios para alcançar custos logísticos mais competitivos existem, mas listamos aqui três insights que vão contribuir para que sua empresa melhore o desempenho neste quesito. Confira:

  1. Tecnologias na gestão logística

A tecnologia é uma aliada nos processos logísticos e, consequentemente, no controle de custos. Isso porque otimiza tempo e recursos, melhora a produtividade, aumenta a eficiência e minimiza riscos.

Não é possível ter uma operação logística eficiente sem o uso de tecnologias. Com sistemas modernos é possível garantir uma gestão mais assertiva em segurança, rastreamento de cargas, controle de temperatura, gestão de armazéns e estoques, picking, tracking, gestão de frotas, leilão de fretes e ter acesso a indicadores de desempenho em tempo real.

Aliar tecnologia e inteligência artificial na gestão logística traz não apenas agilidade, mas também padroniza e automatiza processos, reduzindo a margem de erros e, consequentemente, os prejuízos.

O uso de ferramentas tecnológicas e plataformas digitais também promove ganhos de performance, imprescindíveis para que os custos logísticos alcancem um  novo patamar na competitividade das empresas e da economia brasileira.

  • Automação e padronização

Procedimentos burocráticos, administrativos e operacionais do dia a dia, quando automatizados, reduzem as margens de erros e inconsistências inerentes à atividade humana e oferecem ganhos em agilidade. Como resultado, as empresas veem seus custos reduzirem no médio e longo prazo.

Ao automatizar os processos e programar sistemas para operar de forma autônoma, os profissionais têm seu tempo dedicado às decisões estratégicas da empresa, ao planejamento, à gestão e à análise dos indicadores que levam à condução mais assertiva dos negócios.

  • Integração de sistemas

A integração no setor logístico é outro ponto fundamental que tem a tecnologia como aliada. Para gerir o imenso volume de informações e dados nas operações em tempo real, as empresas precisam ter seus sistemas conectados. Isso permite a tomada de decisões mais rápidas, de forma a evitar prejuízos e reduzir custos.

Ao investir em sistemas integrados de gestão logística, a empresa passa a contar com uma plataforma completa e acessível, interligando todos os setores envolvidos na operação. Otimizar processos, melhorar a interface entre as áreas e garantir a comunicação ágil e confiável é, sem dúvidas, uma forma de reduzir custos e aumentar a competitividade.

2. Visibilidade logística

Lidar com a complexidade do setor logístico requer visibilidade. Clientes cada vez mais exigentes, mercados altamente competitivos, concorrência acirrada e a necessidade de investimentos constantes em inovação, aliados à demanda por controle dos custos, tornam o acesso à informação e a visibilidade em tempo real um requisito indispensável.

Não há como ser assertivo, reduzir custos e aumentar a competitivo sem enxergar todos os detalhes da operação. Para ampliar a visibilidade logística, é preciso:

  • Identificar e envolver todos os stakeholders do processo (equipes internas e parceiros/transportadores);
  • Definir estratégias logísticas e ter um plano de gerenciamento com métricas e sistemas padronizados de trabalho;
  • Eleger indicadores de performance com acompanhamento sistemático;
  • Controlar os indicadores, prazos e metas por meio de dashboards que trazem KPIs e resultados operacionais atualizados;
  • Fazer a gestão das informações geradas;
  • Facilitar a comunicação entre as partes envolvidas;
  • Investir em tecnologia, softwares e soluções especializadas;
  • Adotar ações corretivas contínuas e analisar os ganhos e melhorias no negócio.

Entender e mapear os processos leva à adoção de práticas mais eficientes, evitando gargalos, perdas, desperdícios, tempo mal administrado e uso inadequado dos recursos.

Ao ampliar a lupa sobre os negócios, fica mais fácil evitar que o custo logístico de transporte derrube a competitividade brasileira no exterior. Entre os ganhos, além do tão desejado controle e redução de custos, estão:

  • Melhoria operacional;
  • Aumento da produtividade;
  • Monitoramento das entregas em tempo real;
  • Mais eficiência no gerenciamento logístico e de riscos;
  • Acompanhamento da movimentação das mercadorias end-to-end;
  • Integração das informações e indicadores de desempenho;
  • Agilidade e assertividade na tomada de decisão;
  • Acesso a dados para controle e ajustes que elevem a eficiência;
  • Inteligência agregada à execução de processos operacionais;
  • Fortalecimento da marca, do negócio e credibilidade no mercado;
  • Serviços mais eficientes, clientes satisfeitos e incremento nos resultados.

Saber, em tempo real, cada etapa do processo, faz toda a diferença ao negócio, pois garante uma gestão completa – e permite a redução dos custos, o aumento da eficiência, otimiza as operações e melhora indicadores como satisfação dos clientes, desempenho logístico e resultados operacionais.

3. Planejamento e gerenciamento

Uma gestão logística eficaz e um plano de gerenciamento de riscos customizado são a base de sustentação das operações logísticas otimizadas e com chances reduzidas de custos acima do previsto. Para isso, planejamento é a palavra de ordem. 

A dica está em mapear os processos e adotar as melhores práticas, fazendo a gestão dos riscos e implementando práticas próprias para cada operação. Lembre-se: a eficiência do processo otimiza tempo e recursos.

Gerenciar riscos é uma forma de controlar os custos e elevar os padrões de competitividade. Estudos indicam que um sistema eficiente de gerenciamento de riscos pode evitar em até 70% os sinistros. Neste aspecto, é claro, é fundamental contar com parceiros especializados.

O PGR é determinante para a definição de trajetos seguros, melhores horários de viagem, monitoramento das cargas, controles de temperatura das mercadorias, trechos com melhor fluxo de trânsito, acompanhamento de entregas e eventuais atrasos, envio de alertas em tempo real e quaisquer outros aspectos que possam impactar o negócio.

Além disso, ao otimizar as viagens e fazer uso de tecnologia, fica mais fácil controlar as despesas inerentes à operação, como gastos com combustível, horas de trabalho do motorista, gastos com pedágio e alimentação, ociosidade da frota, entre outros aspectos e variáveis.

Analisar os riscos, tomar medidas preventivas e fazer o planejamento e o gerenciamento baseados, principalmente, em serviços de inteligência são formas estratégicas de conduzir a gestão dos custos logísticos e ganhar pontos no quesito competitividade.

Competitividade Logística: é possível!

Por meio da logística eficiente um país consegue aumentar sua capacidade de produção, melhorar os processos de distribuição e incrementar as atividades de comércio interno e externo.

Boa infraestrutura e processos inovadores estão entre os diferenciais das nações que lideram o ranking de desempenho logístico. Para se manter competitivo é preciso entender que a logística depende de uma evolução continuada e, em grande parte, do controle de custos.

Da mesma forma, o crescimento e o desenvolvimento econômico das nações dependem de uma logística eficaz. Afinal, a competividade do país passa pela eficiência operacional, controle de gastos, investimentos em tecnologia, visibilidade dos processos, gerenciamentos dos riscos e planejamento estratégico.

Continue lendo mais sobre como reduzir seus custos logísticos de forma eficiente, com essas 6 dicas essenciais.

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© 2022 Opentech Soluções em Gerenciamento de Risco e Logística. Todos os direitos reservados.
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